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O DIÁRIO DO FAROL
Temporada - 04 de junho a 24 de Julho-
“DIÁRIO DO FAROL – UMA PEÇA SOBRE A MALDADE” REESTREIA NO TEATRO POEIRA
Premiado pela montagem, Thelmo Fernandes encarna personagem sombrio em monólogo inspirado no livro de João Ubaldo Ribeiro sob direção de Fernando Philbert.
“Eu sou o pior dos seres humanos. Encarnei em mim tudo o que me conveio”
(fala do personagem)
Cinco anos após o sucesso da temporada de estreia, que resultou em indicações e premiações, o monólogo “Diário do farol – Uma peça sobre a maldade” retorna aos palcos cariocas. Na ribalta do Teatro Poeira a partir do dia 4 de junho, sempre às Terça e Quartas feiras às 20h, Thelmo Fernandes volta a dar vida a um homem capaz de dissimular, matar e torturar, entre outras vilanias. E que consegue ainda ver beleza nos atos por ele praticados. Inspirado por Domingos Oliveira (1936-2019), a peça recebe direção de Fernando Philbert, responsável pela adaptação do texto junto com Thelmo, que tem neste trabalho seu primeiro solo. Por ele, ao todo recebeu indicações ao Prêmio Cesgranrio de Teatro, APTR e Botequim Cultural.
Esse homem pode estar em qualquer lugar. Sentado ao nosso lado no transporte público ou mesmo ocupando um cargo de liderança. Ou mesmo isolado numa ilha. Como é o caso do personagem-narrador de “Diário do farol”, romance lançado pelo imortal João Ubaldo Ribeiro (1941-2014) em 2002. A encenação, que teve sua estreia em agosto de 2019, percorreu alguns palcos da capital fluminense e teve até uma versão online em meio à pandemia. Agora, para a alegria do público do Rio de Janeiro e arredores, a peça está de volta aos palcos.
“Para esta temporada, tivemos mudanças pontuais no texto e na encenação. A peça encurtou em 10 minutos, mas ninguém percebe, foram cortes cirúrgicos. Quem retornar pra assistir verá praticamente o mesmo espetáculo. Acredito que a peça está mais atual do que nunca. O que eu percebo na escrita do João Ubaldo, é que certos movimentos perversos e nocivos que a humanidade sempre cria para si são cíclicos – e sempre voltam. A abordagem serve como instrumento forte de reflexão pro espectador”, observa Thelmo Fernandes.
Uma peça sobre a maldade. Essa foi a frase usada por Domingos Oliveira quando, em 2014, apresentou o projeto a Philbert – que mostrou, então, o projeto a Thelmo Fernandes, não por acaso um dos atores mais talentosos da sua geração. Prova disso são os prêmios ganhos (APTR e Qualidade Brasil, em 2007; Fita, em 2012 e 2016 e APTR em 2023) e as 25 indicações recebidas numa carreira que já soma 33 anos. E foi de Domingos a ideia de fazer dessa história um monólogo. O personagem criado por Ubaldo tem na sua gênese características que remetem ao teatro - mais exatamente às tragédias, sejam as da Grécia Antiga ou, séculos mais tarde, às de Shakespeare.
SINOPSE:
Quando o mal e o bem se confundem? O limite entre estes dois extremos é tênue, basta um sopro para um se transformar no outro. “Diário do Farol” lança luz sobre essa questão. A história de um homem, mau em sua essência, que se utiliza desta máxima com extrema astúcia e perspicácia. Este homem nos conta como foi capaz de fazer as maiores atrocidades permanecendo absolutamente invisível. Após cometer esses atos, ele se isola em uma ilha e cuida de Lúcifer, o seu Farol.
FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA:
Da obra de: João Ubaldo Ribeiro
Inspiração: Domingos Oliveira
Adaptação: Fernando Philbert e Thelmo Fernandes
Direção: Fernando Philbert
Interpretação: Thelmo Fernandes
Idealização: Fernando Philbert, Renata Blasi e Thelmo Fernandes
Cenografia e Figurino: Natália Lana
Iluminação: Vilmar Olos
Audiovisual / Video Mapping: Vida Longa Audiovisual
Trilha Sonora Original: Marcelo Alonso Neves
Fotografia: Rafael Blasi
Assistente de Direção: James Simão
Assessoria de Imprensa: Marrom Glacê Comunicação
Gestão em Mídias Sociais: Rafael Gandra
Direção de Produção: Ana Paula Abreu e Renata Blasi
Produção: Diálogo da Arte Produções Culturais
Realização: Blasi & Fernandes Produções Artísticas e Diálogo da Arte Produções Culturais
INDICAÇÕES:
- Prêmio Cesgranrio de Teatro -
MELHOR ESPETÁCULO
MELHOR ATOR
- Prêmio Botequim Cultural -
MELHOR TEXTO ADAPTADO
MELHOR ATOR
- Prêmio APTR -
MELHOR ATOR
TRECHOS DE CRÍTICAS:
“Por que Thelmo Fernandes é um ator de primeiríssima linha? É óbvio que possui grandes predicados técnicos, mas não são eles que constituem o essencial. Em meu entendimento, três virtudes o singularizam: enorme versatilidade, visceral capacidade de entrega a todos os personagens que interpreta e uma inteligência cênica que o leva a fazer opões jamais atreladas ao previsível. E aqui, salvo monumental engano de minha parte, o ator exibe a melhor performance de sua carreira, um verdadeiro presente para todos aqueles que amam a arte de interpretar. Assim, só me resta desejar que os sempre caprichosos deuses do teatro continuem abençoando sua trajetória artística. E que ele permaneça o que sempre foi: um homem extremamente doce e com o senso de humor que caracteriza as pessoas do bem.”
(Trecho da crítica de Lionel Fischer)
“Manipulando sagazmente a conhecida simpatia e a explícita bondade impressas na figura do ator Thelmo Fernandes, o trabalho joga o tempo todo com a possibilidade de nos identificarmos com ele e entendermos os seus motivos — a cena em que ele canta “My way” e convida o público a participar é emblemática desse “convite à comunhão” —, apesar da série de atrocidades que ele vai narrando com aquele distanciamento irônico característico de um outro grande canalha de nossa literatura, Brás Cubas.”
(Trecho da crítica de Patrick Pessoa para O Globo)
“Thelmo Fernandes domina a cena com o tom soturno e autocrático essencial à definição do personagem obscuro; revela um homem do mal ao mesmo tempo sutil e esquivo, como os seres das sombras, mas vaidoso o bastante para se expor ao público. Ele narra, representa, canta, recorre ao seu infinito acervo de expressões de arte para se impor como o mal em estado puro, sem qualquer caricatura. (...) A direção de Fernando Philbert tem a magia teatral exemplar de dar corpo ao texto, romper com qualquer hipótese de literatice, tornar as palavras guias intensas da representação. Mas isto acontece sem qualquer transbordamento lírico ou estético. Uma contenção objetiva, milimetricamente calculada, faz o impacto dos momentos mais cruéis se tornar arrasador.”
(Trecho da crítica de Tânia Brandão para o blog Folias Teatrais)
“A interpretação do premiadíssimo Thelmo é de uma consistência perfeita com o texto. Não há caricaturas, não há exagero, não há ódio e muito menos qualquer tipo de sentimento. Dialogando com a plateia, Thelmo constrói uma história brutal de um homem que olha a vida em flash-back, sem qualquer futuro, mas que, ao relatar os fatos e suas razões, pode-se entender a gênese que só pertence às escolhas de cada um.”
(Trecho da crítica de Claudia Chaves para a Coluna Lu Lacerda – Jornal O Globo













































