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O HOMEM DO PLANETA AUSHWITZ

Tipo de projeto

TEATRO

Data

.

Local

RIO DE JANEIRO

FOTOS

RAFAEL GANDRA

O HOMEM DO PLANETA AUSCHWITZ

com direção de Ary Coslov
Reestreia no teatro Poeirinha
traz Hannah Arendt e sobrevivente do Holocausto em debate sobre a “banalidade do mal”.



Dois personagens reais e um diálogo fictício entre eles é o núcleo de O Homem do Planeta Auschwitz, que reestreia, quinta-feira, 01 de setembro, no Teatro Poeirinha, no Rio de Janeiro, temporada de 20 apresentações, até 02 de outubro de 2022.
Com texto inédito de Miriam Halfim e direção de Ary Coslov, o escritor judeu polonês Yehiel De-Nur (1909–2001) e a filósofa judia alemã Hannah Arendt (1906–1975) têm um encontro imaginário, sem data nem lugar específicos. O ator Mario Borges interpreta Yehiel e a atriz Susanna Kruger, Hannah Arendt.
Yehiel é um sobrevivente do campo de concentração que, depois da Segunda Guerra Mundial, se estabeleceu em Israel, onde tornou-se escritor celebrado localmente. Arendt é um expoente internacional da filosofia política, que escapou do nazismo e se abrigou nos EUA, de onde fez a carreira de filósofa e escritora para o mundo.
O objeto do debate entre os dois é o julgamento de Adolf Eichmann, em 1961, em Jerusalém, que foi uma referência na história da ascensão e derrota do nazismo de Adolf Hitler entre 1933 e 1945. Eichmann foi o executor das mais tenebrosas ordens de Hitler nos campos de concentração.
O julgamento de Eichmann provocou uma catarse que uniu todo o povo judeu. Sobreviventes do Holocausto puderam expor o horror que haviam passado durante a guerra em depoimentos ao vivo. Yehiel foi uma das vítimas das atrocidades.
Hannah Arendt acompanhou o julgamento no tribunal israelense como jornalista e observadora. Ela escrevia artigos para a revista “New Yorker” e mais tarde os reuniu no livro polêmico “Eichmann em Jerusalém”, lançado em 1963. Foi nesta publicação que a autora definiu pela primeira vez seu conceito de “banalidade do mal”, provocando intensas discussões e controvérsias até os dias de hoje.
Neste livro, Arendt se mostrou decepcionada com o julgamento, que considerou excessivamente dramático e até mesmo teatral. Um dos momentos criticados foi o testemunho de Yehiel De-Nur, que desmaiou no decorrer de seu depoimento emocionado.
É a Yehiel que se refere ao título “O Homem do Planeta Auschwitz”. Sobrevivente do campo de extermínio – ele foi prisioneiro em Auschwitz por dois anos –, se estabeleceu em Israel depois da guerra e se tornou escritor. Seus livros narram o que viu e viveu no campo de concentração. Yehiel alimentava uma nítida divergência com o que Arendt escreveu sobre o julgamento de Eichmann.
Após a análise das obras do escritor e das críticas feitas à visão de Hannah Arendt a respeito do julgamento de 1961, Miriam Halfim imaginou um encontro dos dois, criando um embate possível entre eles. A troca de ideias, observações e conclusões tem momentos de alta contundência, trazendo à tona todo o horror que foi o nazismo.
Muitos tópicos discutidos na peça são verdadeiramente atuais, 80 anos depois das práticas nazistas trágicas. Há especulações consistentes sobre a permanência dessas ideias tão condenáveis quanto as do nazismo.
O diretor Ary Coslov defende que esses episódios precisam ser relembrados, até porque eles não deixaram de existir no mundo contemporâneo. “É importante que tudo o que aconteceu com os judeus vítimas do nazismo não seja esquecido. É importante que a humanidade, hoje, se posicione com firmeza para que aquilo não volte a acontecer. Infelizmente constatamos que existem sinais assustadores de que o preconceito e a intolerância - e não só em relação aos judeus - ainda fazem parte do comportamento humano. A peça serve como um alerta: não podemos permitir que aquele momento trágico de nossa história se repita”, diz Coslov.

O Homem do Planeta Auschwitz
Texto Miriam Halfim
Direção Ary Coslov

Elenco
Mario Borges
Susanna Kruger

Cenário
Marcos Flaksman
Desenho de luz
Aurélio de Simone
Figurino
Wanderley Gomes
Assistente de direção
Luciano Pontes
Direção de movimento
Marcelo Aquino
Assessoria de imprensa
Julyana Caldas – JC Assessoria de imprensa
Design Gráfico
Isio Ghelman
Fotógrafo
Guga Melgar
Rede Social
Rafael Grandra
Op. de som
Gabriel Lessa
Op. de luz
Bruno Aragão
Assistente de Produção
Osni Silva
Produtora Executiva
Bárbara Montes Claros
Diretor de Produção
Celso Lemos

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